domingo, 29 de julho de 2007

Aquecimento satura ralo de carbono oceânico. Inesperado, efeito pode agravar mudança do clima.

Oceano Austral, que absorve 15% do carbono da atmosfera

Um dos efeitos mais temidos do aquecimento global já está se manifestando -e muito mais dramaticamente do que os cientistas imaginavam. Um estudo publicado hoje sugere que o oceano Austral, que circunda a Antártida, perdeu parte de sua capacidade de "seqüestrar" o gás carbônico emitido por atividades humanas. Isso pode fazer com que a temperatura da Terra suba ainda mais, e mais rápido.Medições feitas em 11 estações meteorológicas entre 1981 e 2004 mostram que os mares austrais estão absorvendo 80 milhões de toneladas de carbono anuais a menos do que deveriam. Isso é mais do que o Brasil emite em um ano, se for excluído o desmatamento."A capacidade de absorção do oceano Austral está enfraquecendo 10% por década", disse à Folha Corinne Le Quéré, da Universidade de East Anglia (Reino Unido). "Para nós é uma surpresa. Há dois anos ninguém esperava que isso pudesse acontecer." A oceanógrafa canadense é a autora principal do estudo, que sai hoje na edição on-line da revista "Science" (www.sciencexpress.org).Esse enfraquecimento é grave porque o oceano Austral é um dos principais escoadouros globais do gás carbônico (CO2), o principal causador do efeito estufa. "Ele absorve 15% do nosso gás carbônico", afirma Le Quéré. Essa absorção ocorre porque as águas antárticas são riquíssimas em micróbios que fazem fotossíntese, retirando o carbono da atmosfera.Os ventos fortes que sopram na região e as correntes marítimas locais se encarregam de fazer com que esse carbono migre até as profundezas do oceano, onde ele fica armazenado.É aí que entra o efeito perverso do aquecimento global. A elevação nas temperaturas, somada ao buraco na camada de ozônio, está tornando os ventos na Antártida ainda mais fortes e perversos. Isso transforma o oceano Austral numa espécie de liquidificador, levando tudo o que está no fundo -no caso, o carbono- para cima e saturando a superfície.Le Quéré diz não poder prever agora o quanto esse fenômeno afetará a temperatura da Terra no futuro. Mas avisa: "É provável que os ventos continuem aumentando nos próximos 25 anos, pelo menos".


3 comentários:

Unknown disse...

Isso é sério.
Lamentavél a falta de atenção das pessoas com um assunto tão sério, no qual os unicos prejudicados são o planeta e seus habitantes.

Anônimo disse...

nossaaaa ..

e porque soh o oceano austral faz isso???!!!
os outros tbm num tem esse tipo de microorganismo??..

bem interessante essa matéria..

teh

Anônimo disse...

legal esse tipo de informação ta sendo divulgada, tem muita gente que desconhece o papel dos microorganismos no equilibrio (ou na tentaviva de equilibrio) do aquecimento global...

abraço