sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Dinossauro mumificado revela surpresas, dizem cientistas

Marcas das escamas do hadrossauro, visíveis na rocha
Um hadrossauro parcialmente mumificado e descoberto por um adolescente de Dakota do Norte (EUA) pode ser o dinossauro mais completo já encontrado, com a pele intacta mostrando estrias na superfície e talvez tecido mole, disseram pesquisadores na segunda-feira.
Uma porção suficiente do animal continua intacta para provar que o hadrossauro corria velozmente e que era mais musculoso do que os cientistas acreditavam.
"Isso é mais ou menos como uma fusão do faraó Tut como T. Rex", afirmou o paleontólogo Phil Manning, da Universidade de Manchester (Grã-Bretanha), em uma entrevista concedida por telefone.
A criatura está fossilizada - sua pele e seus ossos transformaram-se em pedra. Mas, ao contrário da maior parte dos fósseis de dinossauro, preservaram-se os tecidos também.
Isso incluiu uma grande parte da pele no animal, que mostra claramente a marcação de escamas.
"A sensação não é de pele real. Trata-se de uma pele fossilizada", afirmou Manning. "Mas, quando se passa a mão sobre a pele do dinossauro, isso é o mais perto que se chegará de tocar um dinossauro de verdade."
O restos mortais do hadrossauro, batizado de Dakota, foram encontrados em 2000 por Tyler Lyson, então com 17 anos de idade, no rancho do tio dele no Estado de Dakota do Norte.
O hadrossauro, um animal herbívoro que caminhava apoiado sobre duas pernas, viveu 67 milhões de anos atrás, durante o período cretáceo.
Lyson entrou com contato com Manning. A Sociedade Geográfica Nacional, que ajudou a pagar pela expedição, levará ao ar, no domingo, um programa de TV sobre o trabalho da equipe.
Manning fez com que a equipe retirasse o animal monstruoso de maneira quase intacta. Apenas a cauda saiu dentro de um bloco em separado.
O fóssil pesava perto de 4.500 quilos.
Os pesquisadores conseguiram convencer a Boeing e a Nasa (agência espacial dos EUA) a usarem um enorme aparelho de tomografia computadorizada existente em Canoga Park (Califórnia) e utilizado geralmente para escanear pedaços de ônibus espaciais.
O fóssil denso levou meses para ser totalmente escaneado, disse Manning. "Saberemos nos próximos dias se a cabeça dele está lá."
A causa revelou algumas surpresas. A parte traseira do animal é 25 por cento maior do que se pensava anteriormente.
Fonte: MAGGIE FOX - REUTERS

Homem de Neandertal 'era ruivo', diz estudo


Alguns indivíduos entre os chamados homens de Neandertal - uma espécie com parentesco próximo ao Homo Sapiens, antepassado do homem moderno -, podem ter sido ruivos e de pele clara, de acordo com um estudo de DNA.

Em artigo na revista científica Science, uma equipe de pesquisadores disse que extraiu DNA de ossos de dois neandertais e conseguiu resgatar um gene conhecido como MC1R.

No homem moderno, uma mutação nesse gene produz cabelos ruivos, mas, até agora, ninguém sabia qual era a cor do cabelo de nossos parentes extintos.

"Nós encontramos uma variante do MC1R nos neandertais, que não está presente nos seres humanos modernos, mas que causa um efeito no cabelo semelhante ao visto nos ruivos modernos", disse o chefe da pesquisa, Carles Lalueza-Fox, da Universidade de Barcelona.

O Homo Sapiens teria evoluído na África e tomado o lugar dos neandertais depois de entrar na Europa há cerca de 40 mil anos.

Os últimos vestígios da existência dos neandertais foram encontrados em Gibraltar, e datam do período entre 28 mil e 24 mil anos atrás.

Análise de genes pode esclarecer alguns aspectos da biologia dos neandertais que não podem ser preservados em fósseis. Entre essas características estão aparência - cabelo, pele e cor dos olhos -, bioquímica de suas células e até sua habilidade para desenvolver linguagem.

Fonte: BBC Brasil